Pandemia

Pesquisa do Sebrae aponta prejuízos e alternativas para padarias

Novos serviços e uso de mídias digitais são apostas para conter perdas

Em tempos de pandemia, ir à padaria para tomar um cafezinho ou comprar o pão de cada dia deixou de ser um hábito. Por conta das recomendações de distanciamento social, alterações no cotidiano da população, como essas, acarretaram em quedas no faturamento dos estabelecimentos do setor, com variação aproximada de 38,95%.

Agora, as padarias buscam alternativas para conter o prejuízo, como novos serviços e novos canais para divulgação e vendas. É o que revela uma pesquisa realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/ES) em parceria com o Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria do Estado do Espírito Santo (Sindipães), em junho deste ano. A sondagem investigou o uso de mídias e canais digitais durante o período de pandemia e visa subsidiar o planejamento de ações para esse público.

A pesquisa mostra que, antes da crise, 93% das panificadoras apostavam nas cafeterias como complemento à comercialização de produtos de prateleira. Impossibilitadas de dar continuidade a esse serviço, em função do isolamento social, o faturamento de 82,05% das 117 padarias capixabas ouvidas foi duramente afetado.

Retomada 

Segundo o levantamento, para 89,74% dos entrevistados, a venda por canais digitais é importante para a retomada nesse momento de pandemia.

A maioria deles se utiliza do Instagram (88%) como principal canal de divulgação. Já como ferramenta de atendimento e vendas, 71% usam o WhatsApp, desses, 31% passaram a fazer uso somente após a pandemia. Além disso, 30,77% começaram a utilizar o PicPay como forma de pagamento.

Um outro caminho apontado pela sondagem foi a utilização de serviços de delivery, sendo que a maior parte dos entrevistados que optou pelas entregas (47), o faz por meio de estrutura própria, e não de terceiros.

Segundo Luiz Felipe Sardinha, gerente de Competitividade do Sebrae/ES, o e-commerce representa a melhor opção para garantir a saúde financeira dos negócios nesse momento. “É importante que as empresas se estruturem para operar no ambiente digital. Cliente hoje é ‘omnichannel’, portanto é fundamental que as empresas estejam preparadas para interagir com ele através das principais plataformas, com abordagens específicas. Todo ponto de contato com o cliente é uma oportunidade de capturar informações para conhecê-lo melhor, entender suas preferências e, assim, direcionar melhor produtos e serviços. Mais do que nunca, é preciso acompanhar as tendências de mercado e se adaptar rapidamente”, destaca Sardinha.

Para Ricardo Augusto Pinto, presidente do Sindipães e proprietário da padaria Le Dut, em Bento Ferreira, Vitória, é preciso lançar mão de mecanismos que contenham a queda das vendas. “Antes da pandemia, o brasileiro tinha o hábito de tomar café, almoçar e até jantar nas padarias. Isso sem falar na compra de pães e outros produtos. Agora, estamos tomando medidas para diminuir esse prejuízo, com investimento em serviços de delivery, drive-thru e novos meios de pagamento”, destaca.

 

Ricardo Augusto Pinto, presidente do Sindipães e proprietário da padaria Le Dut, em Vitória: "estamos tomando medidas para diminuir o prejuízo, com investimento em serviços de delivery, drive-thru e novos meios de pagamento”, destaca.

Em sua padaria, Ricardo conta que as vendas via WhatsApp já são constantes, além do pagamento pelo PicPay. As entregas na casa do cliente ou via drive-thru também foram adotadas como alternativas para estancar a crise.

Esse caminho também está sendo trilhado por Luiz Carlos Azevedo de Almeida, proprietário da Panzzone, na Praia da Costa, em Vila Velha. Ele conta que foi preciso estruturar ações para controlar o impacto da crise, que contribuiu para a queda de 50% do movimento de sua loja. Com as intervenções elaboradas para a readaptação de seu negócio, Luiz já conseguiu reaver 10% do faturamento perdido.

Luiz Carlos Azevedo de Almeida, proprietário da Panzzone, em Vila Velha, conta que foi preciso estruturar ações para controlar o impacto da crise, que contribuiu para a queda de 50% do movimento de sua loja

"Da noite para o dia, vimos o movimento cair pela metade. Procurei readequar a oferta de serviços, de modo que o cliente se sinta seguro vindo à loja. Além disso, montei uma estrutura para entregas no entorno do estabelecimento, voltei meu foco para a linha de pães, profissionalizei minhas redes sociais e, principalmente, comecei a realizar ações pontuais em datas comemorativas, como Dia das Mães, Dia dos Namorados e festas juninas. Nas duas primeiras datas, oferecemos cestas personalizadas com produtos regionais. Depois, focamos nas comidas típicas do período junino. Sabemos que o futuro é incerto, mas estamos nos adequando. O cliente não vem mais todo dia na loja, mas quando vem, compra para os próximos dois ou três dias, o que aumentou o ticket médio”, explica o empresário.

 

 

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